domingo, 11 de dezembro de 2011

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GUERRA JUDICIAL: ENSINO DOMICILIAR X ESTADO

PELA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA É DEVER DO ESTADO E DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS GARANTIR O ENSINO REGULAR ÀS CRIANÇAS E AOS ADOLESCENTES DE 4 A 17 ANOS. O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REFORÇA A OBRIGATORIEDADE.

TUDO BEM!  ESTAR MAIS DOQUE EXPLICADO, SÓ QUE O ESTADO NÃO VEM CUMPRINDO VERDADEIRAMENTE COM SEU PAPEL,  EXEMPLO:    CRIANÇAS QUE DEVERIAM SE DESLOCAREM CONFORTAVELMENTE EM ÔNIBUS PARA A ESCOLA, ARRISCAM O QUE MAIS TEM DE VALIOSO ( A VIDA ), PEDURADOS EM PAU-DE-ARARAS.  SEGUNDO EXEMPLO:  -  A ESCOLA QUE  DEVERIA SER UM ABIENTE SEGURO, HOJE É UM DOS MAIS VULNERÁVEIS PARA DIVERSOS TIPOS DE VIOLÊNCIAS, E ETC... 
SE O PLANO " A " DEIXA MUITO A DESEJAR, PORQUE NÃO CEDER EM PARTE AO PLANO " B ", PAIS OU RESPONSÁVEIS? -- ( Comentário de Eristevam Souza )

No Brasil, convictos do ensino domiciliar travam guerra judicial

Pais enfrentam Conselho Tutelar, Ministério Público e até abrem mão de assistência social para ensinar os filhos em casa

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 05/11/2011 07:00


O professor de História da Educação, Luiz Carlos Faria da Silva, não aprovou os métodos da escola particular que escolheu para os filhos. Depois de dois anos de tentativa, resolveu tirá-los de lá, mas não procurou nenhuma outra instituição. “Quando você muda de colégio, escolhe a faixa de gasto e o nível social dos colegas, o restante é tudo igual”, diz o pedagogo que aderiu ao ensino domiciliar - o homeschooling norte-americano, proibido no Brasil.
Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os pais têm obrigação de matricular os filhos na escola, mas há um grupo de famílias brasileiras convictas de que vale a pena infringir esta lei. “Cerca de 400”, diz o pesquisador Fabio Schebella, diretor da Associação Nacional de Ensino Domiciliar (Aned). “O número não é preciso principalmente porque a maioria não quer se expor”, afirma.


Foto: Arquivo pessoal Ampliar
Julia, 11 anos, e Lucas, 13, não vão à escola há três anos e têm os pais como professores em casa
As razões alegadas para eliminar a escola da vida das crianças vão da falta de qualidade do ensino regular à preservação da educação moral dada em casa. Alguns pais defendem ainda que o sistema educacional limita a capacidade do ser humano de aprender.
“As pessoas não precisam que alguém ensine para aprender. Esse é um mito que vira verdade depois de anos na escola”, diz o designer Cleber Nunes, que educou em casa os dois filhos mais velhos, hoje com 17 e 18 anos, e agora ensina a caçula, de 4 anos. “A escola torna as pessoas dependentes. A criança nasce aprendendo o tempo todo, até que aparecem os pais delimitando e depois a escola em larga escala.”
O caso dele é uma das brigas judiciais mais emblemáticas. Autodidata, se convenceu de que precisava ensinar os filhos a buscar conhecimentos sozinhos, mas por obrigação chegou a matriculá-los em uma escola em Thimóteo, cidade mineira onde morava. Até que conheceu o homeschooling norte-americano.
“
A escola torna as pessoas dependentes. A criança nasce aprendendo o tempo todo, até que aparecem os pais delimitando e depois a escola em larga escala”
Pesquisou tudo sobre o assunto durante quase dois anos. Viajou para os Estados Unidos, comprou material, convenceu a mulher, formada em magistério, e tirou os filhos da escola quando estavam na 5ª e 6ª série. “Até meus amigos falavam que eu ia ser preso”, conta.
Denunciado pelo Conselho Tutelar, foi processado pelo Ministério Público em 2005 e desde então é um fora da lei. Tentou argumentar que os filhos estavam aprendendo, mas não foi ouvido. Depois de quase dois anos, inscreveu os dois meninos, então com 12 e 13 anos, no vestibular de Direito da Faculdade de Ipatinga para chamar atenção. Os meninos foram aprovados em 7º e 13º lugar, mas não convenceram o juiz, que multou Cleber em 12 salários mínimos. “Aí eu percebi que era uma questão ideológica e não haveria bom senso, mas apenas preocupação em cumprir o que estava no papel”, conta.


Foto: Carolina Cimenti Ampliar
Mãe adepta do homeschooling nos Estados Unidos
A multa nunca foi paga e Cleber perdeu também um processo criminal. Neste ano, os meninos fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que além de servir como instrumento de acesso à universidade, dá direito à certificação de conclusão da etapa de ensino. “Pode ser que façam faculdade, mas os dois já são webdesingers e podem optar pelo empreendedorismo.”
Sem bolsa família
Por conta de históricos como este, a maioria das famílias que decide pela educação domiciliar evita se expor. No Rio de Janeiro, Sergio e Fluvia Pereira, pais de cinco crianças, três em idade escolar, ensinam os filhos sozinhos. Ela é dona de casa e ele tem um comércio de doces em frente à casa em Senador Camará. Pediram à reportagem para que não fossem divulgadas imagens da família.
Para os dois, a escola municipal do bairro não melhorou o aprendizado dos filhos nos últimos seis anos. Pior, atrapalhou a educação que davam em casa. “Tivemos que matricular cada um aos 7 anos, mesmo já tendo ensinado a ler e escrever. Depois de três anos, as crianças estavam jogando papel no chão dentro de casa. Nunca fariam isso antes”, afirma Sérgio.
Após tomar contato com outras famílias e a Aned, eles cancelaram a matrícula das crianças no último mês de junho. Antes mesmo que fossem denunciados, procuraram o Ministério Público e expuseram suas razões. A decisão incluiu abrir mão de R$ 150 do Bolsa Família e R$ 146 do Cartão Carioca, programas assistenciais do governo federal e do Rio de Janeiro que atrelam o pagamento à assiduidade das crianças às aulas.
Segundo Fluvia, o dinheiro que deixou de receber representava cerca de um quarto da renda total da casa. “Mas é pelo futuro deles. Compramos livros e estou todos os dias retomando a matéria. Na escola, eles passavam dias e horas sem nenhuma atenção.” O Ministério Público ainda não decidiu se aceita a proposta da família.
Rigidez moral
Apesar de uma proposta para formalizar o ensino domiciliar ter recebido parecer negativo na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados no mês passado, há casos bem sucedidos. O professor universitário de Maringá, que abre esta reportagem, conseguiu acordo com a Justiça.

Logo que desistiu da escola cristã escolhida criteriosamente, ele a mulher, professora de piano formada em pedagogia, foram denunciados ao Conselho Tutelar e sofreram processo do Ministério Público. Chegaram a matricular Lucas e Julia, hoje com 13 e 11 anos, em uma escola pública só por obrigação, planejando ensinar o que queriam em casa, mas segundo Silva “não duraram dois meses”. “Disse para a promotoria que não ia deixar meus filhos em escola onde criança sobe em cima da mesa e abaixa as calças”, conta.
Em casa, os filhos assistem a televisão no máximo meia hora por dia e aprendem que devem ser obedientes. “Hoje em dia, as crianças querem escolher tudo, o que vestir, o que comer, quem sabe o que é melhor para eles é a família”, diz Silva.
“
Se você leva para a escola perde o controle da formação dos seus filhos”
O casal se responsabilizou por a ensinar em casa o conteúdo que domina e contratou professores particulares de matemática e inglês. A Justiça aceitou mediante avaliação periódica aplicada em uma escola pública. O método já funciona há três anos. “Se você leva para a escola perde o controle da formação dos seus filhos”, diz Silva, que já completou três anos de ensino domiciliar com os filhos, Lucas, de 13 anos, e Julia, de 11 anos.
O professor que dá aula de História da Educação e Filosofia conta que mesmo os colegas da Universidade Estadual de Maringá não o compreendem. “Existe um pensamento hegemônico de que o melhor é esta cultura praticada pelas escolas. As pessoas que foram ao Congresso Nacional também acham que precisa socializar, mas um dia a sociedade brasileira vai aceitar que é direito dos pais escolher a educação que quer para os filhos.”

QUESTÃO LEGAL
Pela Constituição brasileira é dever do Estado e dos pais ou responsáveis garantir o ensino regular às crianças e AOS adolescentes de 4 a 17 anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente reforça a obrigatoriedade
PARA A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE ENSINO DOMICILIAR, TRATA-SE DE UMA OMISSÃO DA MODALIDADE, PARA A JUSTIÇA TRATA-SE DE PROIBIÇÃO
EM 19 DE OUTUBRO A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REJEITOU UMA PROPOSTA DE 2008 QUE AUTORIZAVA A EDUCAÇÃO DOMICILIAR. OUTRA PROPOSTA, A pec 444, QUE PEDE A INCLUSÃO DO TERMO NA CONSTITUIÇÃO, FOI ACEITA PELA COMISSÃO  DE JUSTIÇA EM AGOSTO

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CONTRA FATOS, NÃO EXISTEM ARGUMENTOS. - SE A NOSSA GLORIOSA POLÍCIA PRENDE EM FLAGRANTE UM INDIVÍDUO QUE ACABA DE COMETER UM CRIME COM: ARMA BRANCA, ARMA DE FOGO OU UM MOTORISTA NO VOLANTE COM SINAIS DE EMBRIAGUEZ, É CADEIA E NADA MAIS. - ACORDA JUSTIÇA BRASILEIRA, SAI DESTE SONO PROFUNDO!!!


Top 10 descasos com a Lei Seca

Por  Karla Machado
seg, 28 de nov de 2011 18h32min ART

O consumo de álcool é responsável por 40% dos acidentes de trânsito registrados no país. A legislação atual considera alcoolizado o motorista com mais de 6 decigramas de álcool no sangue, o equivalente ao consumo de um copo de cerveja. Mas a CCJ (Comissão de Constituição Justiça e Cidadania) do Senado aprovou, em novembro, projeto de lei que exige teor zero de álcool aos motoristas. Ainda falta sanção da Câmara.
Veja alguns casos envolvendo embriaguez ao volante em 2011:

09/07/11 – Advogada morre em acidente entre Porsche e Tucson


Acidente envolvendo dois carros de luxo no Itaim Bibi, em São Paulo, culminou na morte da advogada baiana Carolina Menezes Cintra Santos, 28 anos. De acordo com a polícia, Carolina dirigia uma Tucson na rua Bandeira Paulista, furou o sinal no cruzamento com a rua Tabapuã e foi atingida pelo Porsche do engenheiro Marcelo Malvio de Lima, 36, que vinha a cerca de 116 km/h, numa via em que a velocidade máxima é de 60 km/h. A advogada morreu na hora.
Ainda segundo a polícia, Marcelo dirigia embriagado. Ele foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar).
23/07/11 – Jovem morre após ser atropelado por Land Rover

O administrador de empresas Vítor Gurman, 24 anos, morreu após ser atropelado por um Land Rover na rua Natingui, Vila Madalena, na capital paulista. Ele voltava a pé para casa depois de uma festa quando foi atingido pelo veículo.
A nutricionista Gabriella Guerrero retornava de uma casa noturna com o engenheiro Roberto de Souza Lima, seu namorado e dono do carro, quando perdeu o controle da direção. Laudo do  IC (Instituto de Criminalística) aponta que o jipe estava a 57 km/h no local do acidente. Na via, o limite de velocidade é de 30 km/h.
Segundo a polícia, no dia do acidente Gabriela se negou a fazer o teste de bafômetro e também o teste de dosagem alcoólica, mas realizou o exame clínico no qual foi constatado que estava alccolizada. A nutricionista foi indiciada sob suspeita de homicídio doloso (quando há intenção de matar).

17/09/11 – Motorista atropela e mata mãe e filha em frente a shopping
Mãe e filha morreram atropeladas na Marginal Pinheiros, em São Paulo, quando saíam do Shopping Villa-Lobos. O  auxiliar bibliotecário Marcos Alexandre Martins , autor do crime, foi preso em flagrante com sinais de embriaguez logo após o acidente, mas teve a prisão relaxada pela Justiça no dia 3 de outubro.
A  dona de casa Miriam Baltresca, de 58 anos, e a filha dela, a advogada Bruna Baltresca, 28, estavam na calçada caminhando até o carro quando foram atingidas pelo Golf de Marcos.  Segundo a polícia, o ponteiro do veículo travou marcando 100 km/h. O limite de velocidade na pista local da Marginal Pinheiros é de 70 km/h.
Rafael Baltresca, 31, que perdeu a mãe e a irmã no acidente, lançou o site www.naofoiacidente.org com a intenção de reunir 1,5 milhão de assinaturas para propor um projeto de lei que estabeleça prisão para quem comete crimes por dirigir alcoolizado.
22/10/11 – Motorista embriagado mata dois garis atropelados

Dois garis morreram e um terceiro ficou gravemente ferido após terem sido atropelados por uma caminhonete Toyota Hilux na Marginal Pinheiros, em São Paulo. O motorista do veículo, que apresentava sinais de embriaguez, foi detido e indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar).
O acidente ocorreu no trecho que dá acesso à ponte Engenheiro Ary Torres, na região do Morumbi, zona sul de São Paulo. O motorista da caminhonete, um bancário de 32 anos, teria perdido controle do veículo e atingido os garis enquanto eles trabalhavam.
O condutor do veículo confessou aos policiais que estava voltando de uma festa, onde teria ingerido bebida alcoólica.
18/11/11 – Atleta morre após ser atropelado em racha
Racha disputado em Campinas, interior de São Paulo, terminou com a morte do professor de jiu-jítsu Kaio César Alves Muniz Ribeiro, 23 anos.  O professor havia saído da casa da namorada e estava na calçada quando o Audi A3 preto da empresária Adriane Aparecida Pereira Diniz Ignácio de Souza o acertou. Adriane estava acompanhada de um passageiro de 24 anos e disputava corrida em via pública com o também empresário Fabrício Narciso Rodrigues da Silva, condutor de um Camaro amarelo.
Adriane concordou em realizar o teste do bafômetro quatro horas após o acidente. O resultado foi 0,42 de miligrama de álcool por litro de ar expelido, número acima do permitido pela lei (0,3 de miligrama por litro. No Audi A3, policiais encontraram uma garrafa e uma lata de cerveja. A dupla chegou a ser presa, mas foi beneficiada por um habeas corpus.
21/11/11 – Casal de namorados é atropelado por motorista embriagado
Um jovem de 18 anos perdeu o pé e foi submetido a uma cirurgia após ser atropelado por um motorista que estava alcoolizado. O crime aconteceu no bairro Alípio de Melo, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O condutor foi autuado por tentativa de homicídio.
O rapaz voltava de uma festa de aniversário com a namorada e outras quatro pessoas. O grupo caminhava ao lado da mureta central da avenida João Paulo I quando uma kombi que vinha no sentido contrário acelerou e, após passar em um quebra-molas, atingiu Vinícius de Assis.
Depois de comprovada a embriaguez por meio do teste do bafômetro, segundo a Polícia Civil, o condutor foi autuado por tentativa de homicídio com dolo eventual.
23/11/11 – Motorista alcoolizado causa três mortes na Bahia
Um motorista provocou a morte de três pessoas que estavam em uma caminhonete na BR-242, oeste da Bahia. Ele invadiu a pista no Km-860 da rodovia. À polícia, o condutor admitiu que bebeu uma latinha de cerveja, mas minimizou o fato. “Não bebi tanto assim”, declarou.
O teste do bafômetro apontou o valor de 0,60 miligrama de álcool por litro de ar expelido, superior ao permitido por lei. Testemunhas chegaram a iniciar um movimento de linchamento e a Polícia Militar foi acionada para conter a situação. O motorista foi autuado.